13/02/2009

Dia nacional de lutas

.
Por Higor Oliveira
.
A esquerda brasileira, encabeçada pelo PCB, MST, Intersical, Conlutas, Pastoral, PSOL e PSTU chama à luta todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. O dia 10 de abril será lembrado como dia nacional de luta contra o capitalismo e suas mazelas.
A crise do capitalismo já tem reflexos para a classe trabalhadora: demissões em massa, precarização das relações de trabalho e retirada de direitos são só alguns exemplos da solução encontrada pelos patrões, maestros de crises sucessivas e fomentadores da miséria.
A conta da crise já está nas mãos dos trabalhadores do mundo todo, enquanto isso os governos transferem deliberadamente volumosas quantias de dinheiro às mãos sujas de burgueses inescrupulosos que são os verdadeiros responsáveis por tal estado de coisas.
Nos últimos anos as empresas dos mais variados seguimentos econômicos exploraram trabalhadores e obtiveram lucros recordes. Para onde foi tanto dinheiro? Para a especulação e ganância de uns poucos que agora batem às portas dos governos para, com o argumento da crise e sob resguardo de uma imprensa igualmente inescrupulosa, pedir dinheiro público para salvas seu jogo de cassino que leva à morte milhares de pessoas todos os dias.
A imprensa por sua vez leva adiante sua bandeira de criminalizar a pobreza e colocar o pobre como o único culpado pelos problemas do sistema. É um jogo sinistro de empurra-empurra no qual cada um quer garantir o seu e despejar as conseqüências sobre à classe trabalhadora.
É por tudo isso que chamamos os trabalhadores para a luta no próximo dia 10 de abril, quando vamos, numa voz conjunta com a da classe trabalhadora internacional gritar contra o capitalismo, suas crises e conseqüências, contra a política de transferência de renda aos mais ricos empreendida pelo governo Lula e contra o imperialismo estadunidense que já se reveste de uma nova fantasia sob Obama.
Assim como já fizeram os Gregos, os Franceses e tantos outros povos, faremos nós, ocuparemos as ruas e gritaremos NÃO à crise e ao sistema que a gerou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário