Manoel Messias Pereira*
No ano de 2009, o tema comum, nas discussões, dos fóruns, tanto o de Davos como o Fórum Social, da América Latina, que este ano ocorreu em Belém –PA, foi a crise econômica que iniciou nos Estados Unidos e avançou pelo mundo, trazendo artes de incertezas como realidade.
A imprensa mundial estampou bem este panorama, e no Wall Street Journal, mandou um longo artigo falando da “Revolução quieta da América Latina” em que Stephen Haber, um conservador, saúda as reformas econômicas e sociais de Chile e Brasil e defende inclusive o Bolsa Família. E critica a Venezuela e a Argentina. Num pequeno comentário da Folha de São Paulo, o escritor Bruce Sterling que esteve no Fórum Social diz “O Fórum Social deu a idéia do que fazer e demanda que os caras ricos arrumem tudo para eles”. E o sociólogo Emir Sader criticou o Forum por limitar-se às ONGs e perguntou “onde estão as massas?”, ou seja os movimentos sociais. Pelo lado de Davos, vi uma manchete em que há uma conclusão de que essa foi a reunião mais pessimista da história e o sociólogo Michael Lowy diz “quem está em crise é Davos”. E crê que o Brasil deveria ser a vanguarda, já que tem um grande partido de trabalhadores e um presidente operário que saiu do meio sindical e hoje tem o governo nas mãos.
E toda essa indignação, tanto da esquerda quanto da direita, demonstram que os senhores analistas econômicos e sociais vivem como baratas que receberam inseticidas, tontas, mas não mortas, e perdidas sem saber o destino do mundo, em encruzilhadas de despachos, sem ebôs e sem exus.
A minha verdade em relação a Haber, é que para ele o Brasil está no caminho certo, pois este país tem vestimentas social-democratas revisionistas, portanto bernsteiniana, como parceira de um capitalismo que lentamente mata o trabalhador, tendo outros pobres desgraçados mais ou menos cultos como reservas de mercado, para a troca do dia a dia, como peças recicladas ou com defeitos. E critica a Venezuela porque o presidente Hugo Chaves fala em socialismo, que necessariamente é algo que nasce da crítica ao capitalismo. E já na Argentina, com certeza não sei.
Já a minha verdade, em relação a Bruce Sterling, é preciso lembrá-lo que a riqueza é fruto da exploração dos recursos naturais e da exploração do homem pelo homem, assim como de estado pelo Estado (guerras) e não há Deus nenhum, estabelecendo cartório ou hierarquia fragmentária de uma sociedade, ou talvez até há e eu é que não sei.
Para Emir Sader, creio que ele tem razão, pois há quem diz-me que na época em que assassinaram os garotos da Candelária, haviam dezenas de ONGs para cuidar daqueles garotos, que estavam estendidos nas calçadas e até hoje eu não vi nenhuma responsabilidade de ONGs, ou de governos pelo abandono de pequenos brasileiros assim como de pessoas idosas, porém estas instituições ou organizações nem sempre cumprem o papel para qual elas devem trabalhar. Se há outra verdade eu não si.
E com referencia a Michel Lowy, ele ficou indignado para deixar quem conhece-o também indignado, pois como marxista, deveria lembrá-lo de Lênin, que afirmou que “não há revolução sem teorias revolucionárias”, pois não adianta apenas ser o dogmático marxista, sem observar a práxis leninista, nas palavras e na ação. E portanto não adianta querer que um trabalhador na presidência, que não teve nem prática e nem doutrina revolucionária e no mínimo apenas recebeu um olhar da visão social da Igreja, com teorias de Leão XIII e João XXIII, porém com reservas e críticas, uma vez que essa instituição religiosa também abrigou pregações do anticomunismo, da TFP- Tradição Família e Propriedade, entre outras coisas. E há outras verdades que eu também não sei.
E desta forma, creio que a desorientação que a crise nos traz é para que possamos estabelecer um novo momento dialético com visão revolucionária e conseqüentemente uma pratica de um processo revolucionário. Mas pode ser que há outras verdades e aí eu não sei.
No ano de 2009, o tema comum, nas discussões, dos fóruns, tanto o de Davos como o Fórum Social, da América Latina, que este ano ocorreu em Belém –PA, foi a crise econômica que iniciou nos Estados Unidos e avançou pelo mundo, trazendo artes de incertezas como realidade.
A imprensa mundial estampou bem este panorama, e no Wall Street Journal, mandou um longo artigo falando da “Revolução quieta da América Latina” em que Stephen Haber, um conservador, saúda as reformas econômicas e sociais de Chile e Brasil e defende inclusive o Bolsa Família. E critica a Venezuela e a Argentina. Num pequeno comentário da Folha de São Paulo, o escritor Bruce Sterling que esteve no Fórum Social diz “O Fórum Social deu a idéia do que fazer e demanda que os caras ricos arrumem tudo para eles”. E o sociólogo Emir Sader criticou o Forum por limitar-se às ONGs e perguntou “onde estão as massas?”, ou seja os movimentos sociais. Pelo lado de Davos, vi uma manchete em que há uma conclusão de que essa foi a reunião mais pessimista da história e o sociólogo Michael Lowy diz “quem está em crise é Davos”. E crê que o Brasil deveria ser a vanguarda, já que tem um grande partido de trabalhadores e um presidente operário que saiu do meio sindical e hoje tem o governo nas mãos.
E toda essa indignação, tanto da esquerda quanto da direita, demonstram que os senhores analistas econômicos e sociais vivem como baratas que receberam inseticidas, tontas, mas não mortas, e perdidas sem saber o destino do mundo, em encruzilhadas de despachos, sem ebôs e sem exus.
A minha verdade em relação a Haber, é que para ele o Brasil está no caminho certo, pois este país tem vestimentas social-democratas revisionistas, portanto bernsteiniana, como parceira de um capitalismo que lentamente mata o trabalhador, tendo outros pobres desgraçados mais ou menos cultos como reservas de mercado, para a troca do dia a dia, como peças recicladas ou com defeitos. E critica a Venezuela porque o presidente Hugo Chaves fala em socialismo, que necessariamente é algo que nasce da crítica ao capitalismo. E já na Argentina, com certeza não sei.
Já a minha verdade, em relação a Bruce Sterling, é preciso lembrá-lo que a riqueza é fruto da exploração dos recursos naturais e da exploração do homem pelo homem, assim como de estado pelo Estado (guerras) e não há Deus nenhum, estabelecendo cartório ou hierarquia fragmentária de uma sociedade, ou talvez até há e eu é que não sei.
Para Emir Sader, creio que ele tem razão, pois há quem diz-me que na época em que assassinaram os garotos da Candelária, haviam dezenas de ONGs para cuidar daqueles garotos, que estavam estendidos nas calçadas e até hoje eu não vi nenhuma responsabilidade de ONGs, ou de governos pelo abandono de pequenos brasileiros assim como de pessoas idosas, porém estas instituições ou organizações nem sempre cumprem o papel para qual elas devem trabalhar. Se há outra verdade eu não si.
E com referencia a Michel Lowy, ele ficou indignado para deixar quem conhece-o também indignado, pois como marxista, deveria lembrá-lo de Lênin, que afirmou que “não há revolução sem teorias revolucionárias”, pois não adianta apenas ser o dogmático marxista, sem observar a práxis leninista, nas palavras e na ação. E portanto não adianta querer que um trabalhador na presidência, que não teve nem prática e nem doutrina revolucionária e no mínimo apenas recebeu um olhar da visão social da Igreja, com teorias de Leão XIII e João XXIII, porém com reservas e críticas, uma vez que essa instituição religiosa também abrigou pregações do anticomunismo, da TFP- Tradição Família e Propriedade, entre outras coisas. E há outras verdades que eu também não sei.
E desta forma, creio que a desorientação que a crise nos traz é para que possamos estabelecer um novo momento dialético com visão revolucionária e conseqüentemente uma pratica de um processo revolucionário. Mas pode ser que há outras verdades e aí eu não sei.
Manoel Messias Pereira é militante do PCB de São Jose do Rio Preto
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