22/12/2008

Recrudece la violencia social en toda Grecia. Estudiantes y trabajadores se unen contra el Gobierno

18-12-2008

Una furgoneta de la Policía arde en una calle de Atenas por donde fuerzas de seguridad toman posiciones. PANTELIS SAITAS (EFE)

OTR PRESS ATENAS Los enfrentamientos callejeros en Grecia se recrudecieron ayer con manifestantes que lanzaron bombas incendiarias y piedras a la policía en los exteriores del Parlamento, trece días después de la muerte de un adolescente por disparos de la Policía.
En las universidades también hubo enfrentamientos, y un grupo de estudiantes quemó una furgoneta de las fuerzas de seguridad y tres coches, obligando a los comerciantes a echar el cierre, mientras los clientes huían. Por si fuera poco, los sindicatos impidieron el buen funcionamiento de los vuelos y de las oficinas públicas.
Jóvenes con banderas rojas se enfrentaron a los antidisturbios, que formaron un cordón alrededor del Parlamento, y trataron de prenderle fuego de nuevo al árbol de navidad que corona la plaza exterior de la Cámara. La policía respondió lanzando gases lacrimógenos, para intentar dispersar a la multitud. Trece días después de que comenzaran los disturbios, los 7.000 manifestantes mostraban pancartas en las que pedían derrocar al "Gobierno de sangre, pobreza y privatizaciones". Además, denunciaron el fracaso de las reformas de educación y de las pensiones llevadas a cabo por el Gobierno.
En las universidades también hubo enfrentamientos. En la ciudad de Tesalónika, estudiantes y profesores causaron grandes disturbios, obligando a los comerciantes a cerrar sus negocios, mientras los clientes tenían que huir. En Atenas, los estudiantes se enfrentaron con la policía en tres edificios universitarios, quemando contenedores y vehículos, incluyendo una furgoneta de las autoridades.
Los daños son millonarios, y sacuden al débil Gobierno liberal de Costas Karamanlis, según informaciones de Reuters.
Por otro lado, los trabajadores han realizado un paro de tres horas, impidiendo el buen funcionamiento del tráfico aéreo y de las oficinas públicas. Los paros también fueron acompañados por los conductores de autobuses, y por médicos y maestros, que cesaron su trabajo en recuerdo de la huelga de la pasada semana. "No vamos a parar porque estemos en navidad. Vamos a continuar e intensificaremos nuestra lucha durante el próximo año", dijo Stathis Anestis, portavoz de GSEE, la federación de sindicatos del sector privado.
En tanto, un informe balístico dijo que la bala que mató al joven Alexandros Grigoropoulos rebotó antes de acabar con la vida del adolescente, pero es necesaria una mayor investigación para decidir si el policía disparó con un objetivo o al aire. "El fiscal ordenó una investigación más detallada para determinar el curso de la bala", explicó un funcionario judicial.

Farc se dirige aos colombianos pela Paz e anuncia libertação unilateral de seis prisioneiros de guerra

Secretariado das Farc.
Retirado de ANNCOL Brasil
"Apesar de serem alarmantes as conseqüências da resistência ao poder, não é menos certo que existe na natureza do homem social um direito inalienável que legitima a insurreição".
Simón Bolívar
Compatriotas:
Com esta reflexão do pai de nossas repúblicas, o Libertador Simón Bolívar - que ajuda a compreender preocupações coletivas - damos continuidade ao intercâmbio epistolar respondendo aos temas abordados em sua carta do dia 27 de novembro.Concordamos com vocês que a discussão sobre a guerra e a paz na Colômbia não pode ignorar fenômenos que estremecem hoje a consciência nacional. Os denominados eufemisticamente "falsos positivos" – que deveriam ser chamados de assassinatos de civis não-combatentes executados pelo Estado - são, como vocês acertadamente o percebem, manifestação dolorosa da guerra suja que vive a Colômbia. Constituem um reluzente grito de vitória da "segurança democrática" do presidente Uribe, que sempre mediu o êxito dessa política – em seu componente militar - em litros de sangue.Não pode ser considerado como um acontecimento isolado, pois obedece a uma orientação pontual do Ministério da Defesa e da Presidência, repetida sistematicamente a nível nacional em todas as guarnições.É impossível esconder que os milhares de civis assassinados para serem apresentados noticiosamente como guerrilheiros mortos em combate, o foram pelo estímulo de promoções e recompensas oferecidas pelo governo aos militares. Tanto é assim que depois do conhecimento público sobre tal genocídio, o Ministério da Defesa não voltou a publicar suas orgulhosas cifras de "mortos em combate" com as que sustentavam sua fantasiosa "derrota da insurgência" e o "fim do conflito". A consciência da nação deve impedir que este tipo de crime de lesa humanidade que o Estado comete termine na impunidade. A destituição de alguns altos comandos militares por tais acontecimentos deve ser complementada com uma responsabilidade penal, o que muito seguramente, fará com que as cortes e tribunais dos povoados sintam a "segurança democrática" – desenvolvimento da fascista Doutrina de Segurança Nacional –no banco dos réus.Tal como vocês destacam, a escalada do conflito –que tem relação direta com a ingerência crescente do governo dos Estados Unidos no conflito interno colombiano- vem acompanhada de uma maior degradação. Devemos fazer algo para escaparmos dessa maldição que parece nos perseguir desde a destruição da Colômbia de Bolívar e de sua grande obra legislativa concebida visando o bem comum.Desde meados do século passado, a degradação gerada pelo Estado não para de crescer em espiral. Os mesmo métodos brutais que ceifaram a vida de 300 mil colombianos na década de 50, agora mais refinados, seguem vitimizando a população, esquartejando com moto-serras, enterrando em valas comuns, deslocando milhões de camponeses para apoderar-se de suas terras.Recordamos a resposta do comandante das FARC Manuel Marulanda a uma pergunta sobre a humanização da guerra: "a melhor maneira de humanizar a guerra é acabá-la". Hoje, seguimos com a mesma percepção, e para isso é indispensável a mudança das injustas estruturas.Celebramos que sua alusão aos prisioneiros de guerra esteja desprovida deste "humanitarismo distorcido" disseminado pelos meios de comunicação, que vê apenas os prisioneiros de um lado, ignorando que se trata de duas partes em conflito. Este enfoque ajuda na busca de uma solução realista do problema, para o qual reiteramos nossa determinação e vontade de alcançá-la.Nesse esforço coletivo, é importante avançar na identificação e precisão dos temas objeto de nossas reflexões para ganhar certezas na busca por soluções. Por exemplo: em um conflito armado e social como o que vive a Colômbia há mais de 40 anos, integrantes da força pública devidamente armados, treinados e uniformizados combatem diariamente, de diferentes formas e em diferentes cenários, com a guerrilha revolucionária, apresentando baixas de ambas as partes, como ocorre em toda confrontação bélica.
Finalmente uma delas obtém a vitória e faz prisioneiros da parte em conflito. Isto ocorreu, ocorre e inevitavelmente continuará ocorrendo, aqui e em todo lugar do mundo, enquanto durarem os conflitos. Este tipo de capturados são prisioneiros de guerra. Essa é sua categoria dentro do conflito. A não ser que pretendam, como no caso do governo de Álvaro Uribe, negar a existência do conflito.A proposta de Manuel Marulanda Vélez ao Congresso, de aprovar uma lei permanente que deixe aberta a possibilidade da troca, tem plena vigência nestas circunstâncias. Evitaria um cativeiro prolongado e doloroso. Nesse mesmo sentido, e com implicações de diversas ordens, temos planejado em diversas oportunidades, a conveniência de um reconhecimento das FARC-EP como força beligerante.
Acontece também a detenção de pessoas com algum tipo de representação política, que tomaram partido envolvendo-se abertamente em favor da guerra e em crimes contra setores populares, vinculados com o militarismo e o paramilitarismo como demonstra todo o processo da para-política, o que, com suas ações, golpeiam o povo, o tesouro e os bens públicos. Estes, diante da reconhecida impunidade do regime na lógica dos de baixo, devem responder por sua conduta.
E acontece também o fenômeno da retenção de pessoas com objetivos econômicos, que tem múltiplos autores: policiais, militares, DAS (polícia política colombiana), paramilitares, delinqüência comum e membros da insurgência. Na responsabilidade que nos cabe e, entendendo as dificuldades que nos acarreta, fazemos esta reflexão: como se financia uma confrontação como a colombiana? Como faz, por exemplo, o Estado? Decreta cargas impositivas gerais, impostos de guerra, empréstimos das empresas transnacionais, entre as quais se destacam: BP, Chevron – Texaco OXI, Drummond, Chiquita Brands (antiga United Fruit Company), Repsol, Monsanto, Coca-Cola, etc; mas fundamentalmente financia a guerra com ajuda econômica, militar e tecnológica do governo dos Estados Unidos. Colômbia é o primeiro receptor desta "ajuda" no hemisfério, a qual se paga com a soberania. O proeminente sociólogo estadunidense James Petras estima que Washington investiu no Plano Colômbia mais de 10 bilhões de dólares nos últimos 6 anos. É uma desproporção de recursos econômicos e de meios para uma guerra injusta contra um povo.No espírito de minimizar o impacto sobre os não-combatentes, as FARC expediram a Lei 002 sobre tributação, que cobra um imposto para a paz àquelas pessoas naturais ou jurídicas cujo patrimônio seja superior a um milhão de dólares e que, apenas em última instância, contempla o recurso da retenção.A guerra, à medida em que se generaliza, produz efeitos dolorosos e não-desejados. Com franqueza lhes comentamos que não está dentro de nosso ideário nem em nossos princípios a eternização destes métodos. De fato, temos nos manifestado estando envolvidos em diálogos que buscaram a paz com anteriores governos, como bem o ressaltam em sua nota.Os temas desta missiva são mais que oportunos para sugerir-lhes o quão importante seria abrir um amplo debate sobre a situação de milhares de presos políticos encarcerados após prisões em massa utilizadas para atemorizar e dissuadir o apoio popular às forças insurgentes. São milhares os cidadãos acusados de rebelião e terrorismo através de armadilhas da inteligência militar e do pagamento de gordas recompensas. Esta reflexão coletiva deveria incluir também os desaparecimentos forçados de pessoas, a mais estarrecedora forma de seqüestro existente executada pelo Estado, e que a perda de liberdade agrega na perda da vida após espantosas torturas em meio a plena impunidade.Finalmente, vocês nos pedem, visando um eventual intercâmbio humanitário, avançar em algumas reflexões acerca de como "desenhar cenários onde seja possível debater com a sociedade alternativas políticas para encontrar um caminho de transição rumo a uma sociedade justa e equitativa".Sobre isto, estamos propondo, através do manifesto das FARC-EP e da Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia, um encontro das forças políticas e sociais interessadas na mudança, que nos permita delinear de maneira consensual um grande acordo nacional rumo à paz, para construir coletivamente alternativas políticas à guerra e à injustiça social. Estamos seguros de que para nós e para milhões de colombianos seria maravilhoso ver florescer um novo governo, produto desse pacto social, que convoque ao diálogo de paz com participação das organizações políticas e sociais do país, que leve suas conclusões a uma assembléia nacional constituinte, para que o tratado de paz alcançado tenha também sustentação constitucional.Como demonstração ferrenha da vontade que nos acompanha e como gesto que busca gerar condições favoráveis à troca humanitária, anunciamos a próxima libertação unilateral de seis prisioneiros em duas etapas. Estes serão entregues a vocês, como "colombianos pela paz da Colômbia", encabeçados pela senadora Piedad Córdoba. Primeiro, serão libertados três agentes da polícia e um soldado, em seguida, o senhor Alan Jara e o deputado Sigifredo López. As condições de modo, tempo e lugar serão explicadas em seu devido momento.Recebam nossa cordial saudação.
Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 17 de dezembro de 2008

21/12/2008

Íntegra do discurso de Raúl Castro na Cúpula de Salvador


Confira abaixo a tradução feita por Max Altman:

Espero que o companheiro e querido amigo Lula não proteste, porque eu falo menos que Chávez (risos). Simplesmente, tinha planejado pedir a palavra para agradecer a todos, aos que falaram e aos que ainda não discursaram, a todos aqueles que estiveram de acordo, esta unanimidade exemplar que manifestaram a favor do ingresso de Cuba no Grupo do Río. Não sei o que pensarão os senhores, porém para nós é um momento transcendental de nossa historia.

Como num rápido filme, pela minha mente desfilavam centenas de cenas distintas, milhares de rostos de companheiros caídos nesta batalha, porque a luta do povo cubano não é somente o bloqueio. Depois da agressão de Playa Girón en 1961, veio a crise dos foguetes que pôs o mundo à beira da terceira guerra mundial, como conseqüência dessa mesma agressão. Quando se discutiu esse acontecimento da Playa Girón, alguns companheiros tinham dúvida até que, não faz tanto tempo, documentos foram desclassificados pelo governo norte-americano que demonstravam que o mesmo não podia se conformar com essa derrota, e tinham planejado uma agressão direta a Cuba com suas próprias tropas. Este é o motivo da presença dos foguetes e os momentos que se viveram.

Como se chegou a um acordo entre um presidente assassinado e um primeiro-ministro destituído, me refiro a Nikita Kruschov, sempre permaneceu a dúvida e toda vez que havia uma troca de governo nos Estados Unidos, um jornalista, um porta-voz de segunda categoria, diante de uma pergunta aparentemente ingênua, respondia que esse acordo já não existia, que tinha de se fazer gestões para que pelos canais diplomáticos e não públicos se fizesse saber que esse acordo não existia.

Grande foi nossa surpresa quando soubemos, e de fonte fidedigna, que estávamos isolados, totalmente isolados, a tal extremo que Fidel e eu decidimos manter o segredo. Informou-se no Birô (político de Cuba) que eu acabava de regressar da União Soviética e que havia um assunto sobre o qual se propôs que somente Fidel e eu dele tivéssemos conhecimento, porque se o governo norte-americano, qualquer deles, com uma ou outra exceção, dele se inteirasse, teriam sabido fazer uso dessa vantagem.

Hoje é diferente. Desde que Reagan assumiu o poder, decidimos tomar o assunto em nossas mãos, e hoje talvez possa dizer que há mais compreensão e racionalidade em órgãos de força dos Estados Unidos que na área dos políticos, na área do Departamento de Estado. Hoje podemos dizer que somos invulneráveis do ponto de vista militar, com nosso próprio esforço. Faz mais de 20 anos que não adquirimos um armamento, salvo miras telescópicas para os franco-atiradores e, como é natural, alguma quantidade determinada de peças.

Para nós evitar a guerra sempre significou a vitória principal, e dizíamos: "Evitar a guerra equivale a ganhá-la; mas para ganhá-la evitando-a tivemos de derramar rios de suor e não poucos recursos econômicos" e assim agimos. A defesa do país nos tem custado muito, e continua custando. Milhares de quilômetros de túneis de todos os tamanhos foram construídos, a tal extremo que em Cuba no há nenhuma unidade militar importante na superfície da terra, e sim em suas profundezas, inclusive a aviação.

É por isso que pela minha mente passavam todos esses acontecimentos, e quantos foram. Imaginem os senhores que no dia 18 de dezembro, praticamente dentro de dois dias, estarei em Brasília em visita oficial, em virtude de amável convite que nos fez o presidente. Nesse dia completará 52 anos de que depois do desastre de 5 de dezembro em seguida ao desembarque (do iate Granma) proveniente do México, em que foi praticamente destruído o destacamento guerrilheiro que dali saiu...

Por isso digo que no México nasceram nossas forças armadas, porque o Exército Rebelde foi seu antecedente, como antes o foi o exército mambí, o Exército Libertador, que lutou contra o colonialismo europeu, vamos dizer. Do dia 5 ao dia 18 passaram-se 13 dias. Fidel acreditava que eu estava morto, eu acreditava que ele estava morto. A maioria dos companheiros tombou morto, outros foram assassinados depois de serem capturados feridos ou extenuados. Resisti a um cerco com cinco de meu pelotão. Dos vinte e tantos homens restamos apenas cinco e resistimos ao cerco una semana, onde só podíamos nos alimentar de uns bambus de cana de açúcar, sem água nem comida de espécie alguma. Não gastamos energia movendo-nos, até que alguns incômodos nos indicaram que era o momento de correr o risco e sair do cerco.

Foi assim que 13 dias depois — como lhes dizia —, em 18 de dezembro, já na Sierra Maestra, os camponeses fizeram juntar dois grupos: um era o de Fidel e o outro o meu. Depois do abraço inicial, cerca da meia-noite em que se deu o encontro, Fidel me chamou de lado e me perguntou: "Quantos fuzis você conseguiu trazer?" Eu lhe respondi: "Cinco." E ele disse: E dois que trago eu, sete. Agora sim ganhamos a guerra!" (risos) E o que vou contar aos senhores agora, só contei depois da guerra e sequer atrevi-me a pô-lo em meu diário: "Meu irmão ficou louco!" (risos). Foi o que pensei. Ele me criticava depois: "Então você não tinha esperança de que íamos triunfar?" Achava mais que não ficaríamos vivos.

É assim que se dá a circunstância, talvez única na história, em que depois de um transcurso tão longo, de mais de meio século, estejam vivos parte dos principais dirigentes de nossa Revolução, e sem que nos tenhamos dado conta, assimilamos uma gigantesca experiência em todos os sentidos, incluído o econômico embora não sejamos economistas.

Depois desta solução da crise dos foguetes, a que fiz referência, surgiu um chamado Plano Mangosta, elaborado pela CIA, que durou cinco anos, uma espécie de guerra civil interna — não guerra civil, luta contra os bandos armados. Houve momentos de estarmos lutando contra 179 bandos nas seis províncias da república que tínhamos então, até a Divisão Político- Administrativa aprovada em 1975 e aplicada em 1976, de seis a 14 províncias.

Essa luta durou cinco anos. Eu chegava no Ministério de Defesa e vinham quatro ou cinco ajudantes simultaneamente a trazer-me as listas, a informar-me o que tinha acontecido na noite anterior, ou nas últimas 24 horas — não dispúnhamos das comunicações eficazes que temos hoje - , e eu lhes dizia: "Digam-me o mais importante: tantos incêndios nos canaviais, tantas casas de curar tabaco ardendo, tantos combates travados na região central, onde foram construídos fortes nas montanhas. E como lhes contava, em duas ocasiões estiveram nas seis províncias, incluindo-se o sul da província de La Habana —que era uma só e agora são duas — onde se encontrava a capital. Essa luta durou até janeiro de 1966, depois foi esporádica.

Quantos companheiros caíram nessa luta, e muitos mais, como conseqüência do terrorismo de Estado que há anos vimos padecendo? Morreram 3478 cubanos, inclusive algumas quantidades menores de crianças, mulheres, inocentes que não estavam participando de luta alguma; incapacitados, 2099; total, 5577 cubanos e cubanas, incluindo-se até atentados a nossas embaixadas, e um, inclusive, na ONU. Isso foi universal: consulados, embaixadas, funcionários diplomáticos, etc.

Resistimos, creio que é o mérito maior de nosso povo, o mérito maior nosso, Resistimos e estamos aqui, e se está produzindo este acontecimento transcendental, que faz um instante eu dizia a Felipe (Calderón): Quanto lamento que não seja Fidel a estar sentado aqui, se bem que nos deve estar vendo pela televisão. (Aplausos)

Ao narrar-lhes essas histórias, que peço me desculpem, o fazia para ressaltar por quê para nós este é um acontecimento de enorme transcendência. Passo agora ao texto escrito, e peço desculpas por ter-me ultrapassado em alguns minutos o que tinha planejado falar.