15/12/2008

Ato em defesa da autonomia e liberdade sindical e em defesa do Sinsprev será nesta segunda, dia 15/12, às 18 horas

Desde o último Consinsprev, realizado nos dias 28, 29 e 30 de novembro, a Articulação/CUT/ CNTSS, através do poder judiciário, tenta intervir no Sinsprev. Com liminares, cancelaram o 10º Congresso da categoria, impede realização de assembléias de alteração estatutária e cancelou o processo eleitoral já estabelecido, e além disso, corre-se o risco de intervenção. Para o último congresso foram eleitos mais de 800 delegados, com ampla participação da base. Os representantes eleitos da categoria presentes tomaram importante decisão, por consenso, no último dia, a desfiliação da CUT, o que referendou plebiscito realizado em novembro de 2007, em que 83.7% da categoria demonstrou esse anseio. Este sindicato, nos três anos da atual gestão, sempre esteve na linha de frente na luta e enfrentamento contra os ataques do governo e em defesa intransigente dos direitos historicamente conquistados. E, também, sempre apoiou todas as manifestações referentes à defesa do conjunto dos trabalhadores, como a resistência contra as reformas neoliberais de Lula. Essas são as razões pela qual buscaram anular o congresso.Essa tentativa do atual governo em impedir a manutenção da independência e autonomia sindical está se consolidando como política da CUT frente às entidades combativas. Nos últimos dois anos adotaram a mesma postura, por exemplo, com sindicatos da categoria em quatro estados (ES, DF, BA e CE), e, em âmbito nacional, com o ANDES. Sendo assim, fazemos um chamado a todos os movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, entidades, lutadoras e lutadores para participarem de ato pela autonomia e liberdade sindical e em defesa do Sinsprev na próxima segunda-feira, 15/12, às 18h na sede nova do Sinsprev (Rua Antonio de Godoy 88, 2º andar, Centro).Liminar suspende eleições para a diretoria do SinsprevA diretoria do Sinsprev foi notificada na manhã desta sexta-feira (12) da decisão liminar do juiz da 5ª Vara do Trabalho de São Paulo suspendendo as eleições para a diretoria e conselho fiscal do sindicato, que estavam marcadas para os dias 17, 18, 19 e 20 de dezembro de 2008. A decisão judicial também anula o 10° CONSINSPREV e a assembléia geral realizada no último dia 30 de novembro.Em cumprimento à decisão, a diretoria e a Comissão Eleitoral suspenderam as eleições. As demais determinações judiciais serão garantidas pela direção do sindicato em conjunto com os trabalhadores, em suas legítimas instâncias definidas pelo estatuto da entidade.Ataque da "CUT/Oposição" ao Sinsprev coloca direitos em riscoDesesperados porque os trabalhadores rejeitaram todas as suas manobras políticas e porque a categoria se nega a legitimar os sucessivos golpes contra o sindicato, a Articulação Sindical/CUT agora quer impedir a realização das eleições.O 10º CONSINSPREV, de forma soberana, em acordo com o estatuto do sindicato e seguindo os mesmos critérios dos nove congressos anteriores, decidiu convocar as eleições para os dias 17 a 20 de dezembro. A decisão foi tomada para impedir o que é o verdadeiro objetivo dos governistas: intervir no sindicato para congelar o processo de execução das ações judiciais que beneficiam a categoria e desmobilizar a luta contra a jornada de 40 horas, por melhores salários e contra as gratificações por produtividade.Toda a movimentação dos governistas da CUT/CNTSS vai no sentido de paralisar o Sinsprev. Primeiro, tentaram suspender o 10º CONSINSPREV. Depois, pediram ao Judiciário que cassasse o direito da categoria se reunir em assembléias, mentindo no processo. Como foi obtida uma outra liminar pela categoria, insatisfeitos, foram tentar desqualificar o congresso na base e outra vez não tiveram sucesso. Sem nenhum apoio dos trabalhadores, novamente apelaram aos tribunais para tentar cassar o direito da categoria decidir os rumos do seu sindicato.Essa ofensiva é fruto também do fato do 10° CONSINSPREV ter referendado o plebiscito de 2007 e decidido romper definitivamente com a CUT. Por isso, a "oposição" abandonou o Congresso – depois de ter credenciado mais de 100 delegados e ver que estava em minoria – e se recusou a inscrever chapa para disputar as eleições e se submeter ao crivo do voto da categoria.O que está em jogo é a nossa jornada de trabalho, nossos salários, o pagamento das nossas ações, enfim, o nosso futuro. O governo prepara profundos ataques aos trabalhadores para 2009. E o Sinsprev está entre os sindicatos que não baixaram a cabeça para o governismo, por isso é tão importante para a Articulação atacar o nosso sindicato, para enfraquecer nossa luta.Todos os trabalhadores, de todo o Estado, estão chamados a se mobilizarem e a defender o sindicato. Não permita que a CUT e o governo decidam por você.Diretoria do SinsprevDiretoria do Sinsprev convoca Assembléia Geral para o dia 19 de dezembro de 2008No próximo dia 19 de dezembro (sexta-feira) , às 18 horas no sindicato, a direção do Sinsprev chama toda a categoria a participar da assembléia geral que vai discutir os próximos passos da organização sindical dos trabalhadores da Saúde e Previdência em São Paulo, após a determinação judicial pela suspensão do processo eleitoral e anulação do 10º CONSINSPREV.

13/12/2008

Pausa para a literatura

Descarrilo

Descarrilou surpreendentemente, decepcionou, não a si mesmo, mas à uns certos tipos que dele esperavam aquilo que jamais pudera oferecer. Tentou, é verdade, não podemos negar o esforço que desprendeu em ser “normal”. Quis verdadeiramente apagar aquela chama que o tornava anormal, no entanto, a chama o queimou ao passo que seus esforços tentavam conduzi-lo por caminho oposto.

E quão oposto era o caminho que este tipo logrou seguir. Imposição do mundo, sim. Na verdade não era vítima, tinha discricionariedade, podia ter assumido sua anormalidade, não o fez, preferiu vestir a máscara da normalidade. Que anomalia.

Desfaleceu. Terminou seus dias numa cama, duro como pedra, depois de ingerir o mais forte dos venenos. Sua morte foi rápida, fulminante, esgotou em si mesma uma das poucas possibilidades de reversão da desgraça que assola a própria vida, não a deste tipo, que já não era vida desde há muito tempo, mas dos outros mortos, que se quedam vivos por aí, sobem e descem as ladeiras, com pesos nas costas e não se dão conta de carregam um mundo que não os pertence, e lutam pelo gozo de uns poucos malditos que não sabem o peso que tem a cadeira na qual depositam seu imundo e pesado corpo.
Higor F. de Oliveira

11/12/2008

Informações sobre a situação na Grécia

Estimados camaradas,
Algumas informações sobre o desenvolvimento dos acontecimentos na Grécia:
Atividades do Partido Comunista da Grécia (KKE) e Juventude Comunista da Grécia (KNE)
Desde o primeiro momento KKE e KNE se pronunciaram condenando o assassinato do menor (de 15 anos) pela polícia, e destacando as enormes responsabilidades políticas do governo do ND's e assinalando que as medidas e atitudes anti-democráticas e autoritárias, a repressão estatal, são o complemento natural da política que promove golpe após golpe para os direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da juventude.

A delegação do KKE deslocou-se à sede central da polícia em Atenas no domingo e apresentou um protesto contra a morte do jovem rapaz, cujo funeral terá lugar hoje, às 3 à tarde.
Ontem, 8 de dezembro, o KKE realizou uma série de protestos e manifestações nas principais cidades da Grécia contra a repressão estatal. Em Atenas, a Secretária Geral do CC (KKE) Aleka Papariga, liderou um enorme comício no centro da cidade. Ela frisou que os eventos que levaram ao assassinato do menino são uma "Crônica de uma Morte Anunciada", por uma política que considera o povo como o inimigo, por uma política que detesta a greve, a manifestação, a luta.

Além disso, os deputados do KKE apresentaram uma interpelação parlamentar ao Governo sobre o caso. Ao mesmo tempo, o KKE tem chamado também os sindicatos e outras organizações de massa populares da juventude para organizar as suas próprias ações massivas de protesto, sublinhando que a repressão e o autoritarismo estatal atacam primeiro e principalmente os trabalhadores e os movimentos populares.

Desde a manhã de segunda-feira, 8 de dezembro, todas as faculdades estão fechadas por iniciativa da KNE. As coordenação de estudantes ao redor de Atenas decidiram fechar todas as escolas de 8 a 10 de dezembro e tendo chamado para uma manifestação no dia 9 de dezembro, em Atenas, enquanto se fortalecem localmente protestos de estudantes ganham espaço em todo o país.

Também hoje 9 de dezembro, 24 horas, greves foram declaradas pelos professores do ensino secundário e superior, enquanto os funcionários públicos irão realizar paralisação dos trabalhos após 12 hs., pelo funeral do menino assassinado. rofessores do ensino superior estão cogitando uma parada de 24 horas de terça-feira indicando seu luto pela perda do menino Alexis. Kindergarten. A Federação dos Professores debate uma greve. O funeral do menino assassinado será às 15:00 no cemitério Faliron.

Para quarta-feira, 10 de dezembro, a greve geral que tinha sido anunciada por pensões, salários, contra as demissões, pelo direito à educação e os cuidados de saúde, será definitivamente ligada aos acontecimentos.

Sobre os motins

Ao mesmo tempo, o KKE salientou aquela que é a necessidade de hoje, a condenação política do governo, de toda a rede de mecanismos de intimidação e repressão estatal, incluindo os invisíveis. A resposta ao autoritarismo estatal é a luta organizada dentro de um movimento de massas, ordenado para o fim de garantir que as verdadeiras causas não sejam ocultadas.

Os contínuos, organizados e coordenados motins que assistimos paralelamente às enormes mobilizações e protestos têm pouco a ver com a espontânea expressão de raiva e ira, e cada vez mais e mais assumem a forma de abertas provocações contra a crescente onda de protestos. Em qualquer caso, a forma de reagir não reside em motins de retaliação. Pelo contrário, tais eventos são bastante cômodos para aqueles que querem impor o medo e intimidação para o povo, que estão tentando impedir o surgimento de um poderoso movimento de massas organizado e que será capaz de fazer esquecer não só o ND e quaisquer outros governos anti-populares, e preparar o caminho para uma mudança real no nível do poder em favor do povo. Eles serão usados como uma desculpa para a maior intensificação das medidas anti-democráticas e repressivas medidas e atitudes.

O contexto político

Os eventos encontram a Grécia num momento em que a agitação popular foi crescendo, e a posição do governo ND era já de completa dificuldade. As recentemente anunciadas "medidas de crise" em favor dos monopólios, das reivindicações dos industriais para maiores reversões de direitos trabalhistas e sociais - sequer falou do trabalho semanal de 4 dias! -, O orçamento do Estado, os escândalos, a subida dos pedágios, das demissões já acumularam uma insatisfação. Ao mesmo tempo centros do establishment fazem esforços concretos no sentido de rejuvenescer o sistema do bipartidarismo, alteração que foi afrouxando a confiabilidade diante dos olhos dos setores populares. Na opinião do KKE, a tarefa mais urgente é a aceleração do movimento de massas, ação organizada dos trabalhadores e do movimento popular. Só este pode oferecer uma resposta adequada às política anti-populares e às medidas repressivas, pode descobrir e isolar manobras, provocações e planos para apanhar em armadilha o radicalismo emergente, e ao mesmo tempo, pavimentar um caminho para desdobramentos positivos para o povo.
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nfo pela Seção Internacional
Traduzido por Dario da Silva