23/05/2009

TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE CAMPINAS REALIZAM FORTE GREVE


Os trabalhadores do serviço público municipal de Campinas entraram hoje no terceiro dia de greve. A paralisação é uma resposta ao governo Hélio (PDT), um dos maiores aliados do governo Lula, que propôs 3% de aumento salarial. A reivindicação do sindicato é de 18%. A greve segue forte e com tendência a crescer ainda mais na próxima semana. A posição autoritária da prefeitura em não aceitar qualquer negociação, levou os trabalhadores a radicalizarem suas ações. Nessa sexta-feira, se não fosse o vacilo da direção do sindicato, os trabalhadores em marcha quase fecharam a nova rodoviária municipal, obra que é a menina dos olhos de Hélio e sobre a qual pesam suspeitas de irregularidades na liberação de verbas para a obra. A força da greve e a vontade de lutar dos servidores municipais, obrigou o governo a receber uma comissão de negociação.. A reunião segue no Paço Municipal e está prevista uma nova assembléia para o final da tarde. É patente que se o governo Hélio não melhorar o índice de reajuste a greve seguirá com força ainda maior.

13/05/2009

PCB de Campinas promove debate sobre a crise


O Seminário Crise Econômica e Conjuntura Nacional, realizado no dia 9 de maio e organizado pelo Instituto Caio Prado Jr. juntamente com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Campinas, contou com a presença de cerca de sessenta pessoas no período da manhã e da tarde. Entre os ouvintes encontravam-se trabalhadores dos correios, metalúrgicos, profissionais liberais, professores, estudantes, entre outras categorias de diversas cidades da macro-região de Campinas.
Os palestrantes: Sofia Manzano (professora da FMU e dirigente estadual do PCB), Armando Boito Junior (professor da Unicamp), Paulinho Albuquerque (dirigente do MST) e Renato Nucci Junior. (dirigente estadual do PCB) discorreram sobre temas variados, tais como: a natureza da crise, os impactos da crise no Brasil e no mundo, o posicionamento das frações burguesas e dos trabalhadores frente à crise, a situação dos movimentos sindical e popular no Brasil nas últimas décadas.O debate foi filmado pelo pessoal do Camará Comunicação e Educação Popular e em breve será disponibilizado para a militância.

11/05/2009

TODO APOIO À GREVE DOS MOTORISTAS E COBRADORES DE ÔNIBUS DE CAMPINAS

Nessa segunda-feira os trabalhadores do transporte público de Campinas entraram em greve. A paralisação é praticamente total. Se trata da maior greve do trnasporte público de Campinas em muitos anos.
A reivindicação dos trabalhadores é a de reajuste do piso dos motoristas para R$ 1.739,59 e dos cobradores para R$ 833,48. Os trabalhadores ainda exigem salário diferenciado para os motoristas dos ônibus articulados para R$ 1.927,49, adicional de hora-extra de 100% e equiparação salarial dos trabalhadores do transporte de fretamento ao dos trabalhadores do transporte urbano. O salário dos trabalhadores do transporte público de Campinas, há 15 anos, era referência nacional para as negociações salariais por todo o país. Os salários chegaram a representar 56% da arrecadação financeira das empresas. Hoje, o salário dos trabalhadores está abaixo de outras grandes metrópoles do país e representa 30% do total arrecadado pelas empresas.
São responsáveis por essa situação as diferentes direções que controlaram o sindicato nesse período. Direções sindicais sem qualquer compromisso com os trabalhadores, que aceitaram passivamente a retirada dos cobradores, que fizeram acordos aceitando retirada e rebaixamento de direitos, que chegaram a aceitar 0% de reajuste salarial sem manifestar qualqter indignação e que se preocuparam mais em encher seus bolsos do que em organizar a categoria para lutar por seus interesses. O ponto alto dessa política pelega foi o flagrante envolvendo dirigentes e assessores da entidade recebendo dinheiro de uma empresa de plano de saúde.
Mas a categoria não deixou se abater por essa situação e se coloca em movimento lutando por melhores salários e condições de trabalho. Já no ano passado fizeram uma greve de 3 dias que arrancou reajustes maiores para motoristas e cobradores. E nesse ano protagonizam uma nova luta que paralisa toda a categoria. Em muitas garagens foi a própria base quem garantiu a paralisação demonstrando iniciativa de luta e combatividade.
O Partido Comunista Brasileiro e a Unidade Classista estão presentes nessa luta lado-a-lado com os companheiros motoristas e cobradores. Essa presença se faz através de nossos militantes que atuam na base da categoria buscando organizá-la, conscientizá-la e prepará-la para a luta.
Todo apoio aos trabalhadores do transporte público de Campinas!!!